Porque quem acha que Paris é só sobre museus e pontes está muito enganado!
Não é que eu seja eu mesma uma grande fã de esportes - veja bem, eu nem sei jogar bolinha de gude sem acertar a minha própria cabeça e quando tinha cinco anos já era ostracizada pelas meninas porque não sabia rodar bambolê - mas, eu tenho uma família muito amorosa (que a essa altura deve estar no aeroporto CDG, snif, snif) completamente apaixonada por esportes.
Então, em minhas visitas por Paris, foi obrigatório passar em alguns lugares importantes, como o Stade Roland Garros e o Parc des Princes, lar do Paris Saint-Germain, um time da primeira liga do futebol europeu para o qual eu não dou a mínima, mas a quem meu irmão parece gostar um pouco. E como nós já haviamos dado o cano no San Ciro, o estádio de... bom, outro time pro qual eu não dou a mínima, mas que é italiano, fomos obrigados a fazer o tour pelo estádio parisiense.
Honestamente, como eu só sabia que esse era o estádio onde o Brasil foi eliminado na final de 98 pela França, eu realmente não fazia a menor questão, mas já que meu irmão fala de como ignoramos o estádio mais importante de TODA A EUROPA, aquele lá italiano, até hoje, era isso ou ele nunca mais nos perdoaria.
E olha, até que foi muito interessante, no fim das contas. Nem que seja pra ver o que aqueles poleiros gigantes que a gente chama de estádio no Brasil deveriam se tornar para a Copa de 2014, é uma visita que vale os euros gastos nelas. No fim do passeio, você entra no campo, o que é bem legal, especialmente se você, como eu, pegar um dia de sol e vir a quantidade insana de pombas que ficam por lá. Quando Hitchcock fez Os Pássaros, ele só errou ao achar que seriam os corvos a assumir aquele comportamento... as pombas não me deixam mentir.
O Parc des Princes, cujo tour custa 10 euros, é facilmente acessível pela linha 10 do metrô parisiense, estação Porte D'Auteuil, mesma estação também do Estádio de Roland Garros, que para os amantes de tênis é um passeio imperdível. Se você só gosta, lembra da época do Guga, ou acha legal conhecer estádios bonitos, realmente vale a pena, também.
Você passeia por todo o interior, visita os vestiários, chega a ver as assinaturas nas paredes dos grandes jogadores... e na lojinha você tem a possibilidade de comprar as bolinhas usadas do torneio anterior, o que é super awesome, na minha opinião. O tour também custa 10 euros para adultos, mas são dez euros bem gastos.
Da última vez que fomos lá, vulgo ontem, meu pai achou o livro oficial de Roland Garros de 1997, o ano do primeiro título do Guga e quase chorou. Eu achei super legal que a etiqueta original ainda em francos franceses estava lá e ver que os 228 ff viraram 7 euros que deixaram meu paizim feliz. =) Se no ano que vem vocês me virem na TV na porta do estádio, na época de Roland Garros, segurando uma faixa escrito algo tipo "Galvão filma eu", é por causa dele (e da minha mãe também, coitada, ela também ama tênis. Mas é um amor mais saudável, saca?).
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