[Não, eu não assisto Game of Thrones, mas eu achei que a frase ficava legal.]
Tá cada dia mais frio aqui. Não sei bem quanto a temperatura baixou, mas foi rápido e me pegou um pouco de surpresa. As pessoas na rua já usam sobretudos pesados, manteaus e coisas do gênero. Claro, às vezes, quando você está no metrô, ainda rola aquele choque térmico e eu, por exemplo, não consigo não sentir calor quando estou lá dentro.
Mas venta, especialmente de noite. E às vezes, você lembra daquela bagagem toda que você ouviu na sua vida, do frio e de quanto a literatura 'importada' fala de um medo, que, pra nós, nunca foi muito palpável.
[isso me lembra de um diálogo interessante que tive com meu novo amigo italiano lá da faculdade. Depois de eu explicar pra ele que no Brasil o ano escolar funciona de maneira diferente, ele ligou os pontos e percebeu que é porque as férias de verão na terrinha são no fim do ano. O que levou ele a um estado de choque quando percebeu que nós passavamos o natal em pleno calor. A pergunta que ele me fez: "Vocês tem um Papai Noel diferente lá? Adaptado ao verão?" "Bom, não", eu respondi. " O que sempre me levou à cenas estranhas e perguntas do como o Papai Noel aguenta o calor com tanta roupa.". Ele responde: "Só mesmo uma criança pra acreditar, no caso de vocês.". E eu arremato: "E olha lá, que já na época eu ficava muito frustrada de não poder repetir cenas de filme, com natal em família em volta da lareira.". E é verdade, eu me lembro de ter uns cinco anos e fazer um desenho de uma lareira, grudar na parede e chamar meus pais pra ficarem lá comigo. Só sendo criança mesmo.]
Enfim, o inverno está chegando. Estou bastante curiosa. O namoradón nunca viu neve, mas, pra ser sincera, eu espero que neve um único dia e olhe lá. Eu prefiro deixar os flocos brancos pra quando eu for pra uma estação de esqui, ou algo do gênero. No dia a dia, imagino que ela só deva atrapalhar.
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