domingo, 16 de outubro de 2011

Comunidade Internacional.

Acho que uma vez que estamos fora de casa, ficamos um pouco mais defensivos, naturalmente. Claro, abertos à todas as experiências, aos novos amigos, aos contatos... ao que aparecer, pra ser sincera. No entanto, estamos numa posição um pouco vulnerável, de quem não conhece exatamente o terreno onde está pisando... mas vai pisar mesmo assim e vamos que vamos, que se cair, do chão não passa!

Nessas situações, acho que algumas afinidades juntam pessoas que normalmente não andariam juntas. Pessoas que se encontram com esse status de expatriado (ainda que essa palavra seja melhor utilizada pra quem está fora do país por mais do que um intercâmbio rápido) se juntam muito mais rapidamente e esquecem diferenças que seriam muito maiores em seus países de origem.

E a rede internacional cresce, porque, solidariamente, tentamos não deixar ninguém pra trás - mesmo os que nos tratam mal, mesmo aqueles que tem uma afinidade mais longínqua. Um amigo conhece um amigo e juntamos todos num grupo, pra que todos nos conheçamos e sejamos todos, enfim, amigos.

Procuramos soluções pros nossos problemas: eu, desesperada porque peguei um professor carrasco que fala rápido demais para mim, acabei encontrando uma amiga de uma amiga que consegue tomar notas e entender o que o monstrengo fala.

E vamos vivendo assim, entre italianos, inglesas, romenas, francesas e outras. O namoradón, agora que está fazendo o Curso de francês da Sorbonne (uma hora vou pedir pra ele escrever um post sobre isso aqui!) está tendo a sua cota de internacionalidade.

Mas mesmo que atravancada (e sempre em pelo menos três línguas simultâneas), a comunicação aqui é uma delícia. Nada como um bom choque cultural pra começar o dia.

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